Alexandre Chorou…

alex chorou

Alexandre “O Grande” como conquistador macedônico, construiu com pouco mais de 30 anos o maior império de sua época. Ele assumira o trono de seu pai em 336 a.C. e, aos 32 anos, já havia conquistado todo um Império. Sua campanha militar durou 12 anos, e que levou seu exército cerca de 15 mil quilômetros de distância da Macedônia, até o Rio Indo, na Índia.

Diz-se que, quando Alexandre contemplava seu império, ao final de uma grande campanha, olhando para o oriente chorou, porque não havia mais nada a ser conquistado… Entretanto, seu vasto domínio não sobreviveu à sua morte, vindo depois a fragmentar-se em três grandes blocos centralizados na Grécia, Egito e Síria, controlados por seus antigos generais. A pretensão singular de Alexandre era compreensível para sua época, pois os valores de ser humano estavam alicerçados nos reinos e terras que ele era capaz de “conquistar”.

“Sabemos que comparações são inevitáveis diante daquilo que temos e que devemos conquistar. Para tanto, talvez o primeiro passo seja reconhecer as nossas limitações e em que elas podem impedir as nossas conquistas”.

Lembrei-me de uma narrativa que conta da ocasião em que o grande imperador romano Júlio Cesar, em Cadiz na Espanha, por volta do ano 63 a.C., período em que ainda servia como questor (o primeiro passo na hierarquia política da Roma Antiga), chorou diante da lembrança do conquistador macedônio, pelo fato de Alexandre, com mesma idade dele, já havia conquistado um fabuloso império. A pretensão de Cesar não era descabida, pois foram confirmadas posteriormente por suas conquistas.

Não obstante para mim, o choro mais emblemático de um grande conquistador foi o de Jesus de Nazaré diante das portas de Jerusalém. Diz o texto do Evangelho de Lucas: “E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.”. (Lc. 19: 41-44).

Sabemos que, comparações são inevitáveis diante daquilo que temos e que devemos conquistar. Para tanto, talvez o primeiro passo seja reconhecer as nossas limitações e em que elas podem impedir as nossas conquistas. Por sua vez, a grande diferença entre Alexandre, Júlio Cezar e Jesus é o fato de que Jesus buscava conquistar pessoas e não as terras ou reinos. O choro do Nazareno diante de Jerusalém foi pelo coração duro das pessoas, que não estavam sensíveis a um projeto anunciado por Ele. Projeto de uma vida vivida com vida; de uma Vida Plena.

Em nossos projetos futuros, nossas conquistas postuladas, nosso choro virá mais cedo ou mais tarde… A característica comum a todos os grandes conquistadores é que eles têm um plano bem elaborado, um projeto possível, objetivos e metas bem definidas. Entretanto, a pergunta diante de nossas fragilidades é: Também temos interesse na conquista do coração das pessoas? Esse, quase sempre será o mais difícil a ser conquistado…

O projeto de Alexandre, como vimos, durou cerca de 250 anos, o de Júlio Cezar cerca de 500 anos, o de Jesus dura há mais de 2000 anos. Fica a dica: Faça sua escolha por conquistar pessoas, além de ser mais desafiante, é o que te fará eterno!

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