Entre a Gestão de Crise e a Espiritualidade

Pode-se dizer que existem sobre dois desafios enfrentados por todas as organizações hoje em dia, seja ela pública e privada, ou do terceiro setor. São eles a Gestão de Crise e Espiritualidade. Mesmo parecendo algo estranho para muitos, já existe uma consciência em muitas organizações que são na verdade, simplesmente lados opostos de uma mesma moeda.

Atualmente, o ponto alto do desafio da gestão de crise é como vencer a apatia, orgulho e a negação no comprometimento organizacional. O principal desafio da espiritualidade é superar a falsa percepção de que espiritualidade é uma questão totalmente fora desta realidade e que não se aplica à maioria das organizações.

Alguns estudos sobre o comportamento da gestão de crise das principais organizações de todos os tipos mostram que elas têm conseguido melhorias substanciais nos seus planos de contingência, procedimentos e preparações. Mas, o problema é que contingência não é o mesmo que um programa avançado de gestão de crise. Planos de contingência são muito bons para dar suporte a processos, fábricas, computadores, maquinário, operações, etc., porém não é o mesmo que se preparar para enfrentar violência no local de trabalho, empregados desapontados e brechas éticas aberta pelos gestores de todos os níveis.

Existe também uma verdade que muitos não enxergam: toda crise é simultaneamente uma crise ética, de relações públicas, de legislação, de comunicação, operações, de estética etc.

Melhor dizendo, toda crise tem elementos éticos, de relações públicas ou comunicação, legais, etc. A menos que alguém planeje e pense estrategicamente, ninguém está está preparado para uma crise maior.

Quanto à espiritualidade, primeiramente, espiritualidade no local de trabalho não é, e nunca será uma religião. Não é sobre forçar todos a ter ou se adaptar ao mesmo sistema de crença. É sobre reconhecer que quando as pessoas vêm para o trabalho, elas não deixam seus “lados espirituais” em casa.

As pessoas estão constantemente procurando significado e propósito em suas vidas. E elas querem achar isso onde elas passam a maior parte do seu tempo, ou seja, no trabalho. Elas querem trabalhar para uma boa organização, que seja ética e que as trate e a todos com respeito e aumentar seus níveis de comprometimento.

Pesquisadores afirmam que organizações que aprenderam a empregar as necessidades espirituais de seus empregados e de todos os colaboradores são mais lucrativas e produtivas. Mas, tão importante quanto isso, são lugares em que se trabalha mais feliz.

Assim sendo, toda crise é uma crise espiritual. Toda crise faz brotar perguntas profundas sobre a bondade e a ética da organização, e das pessoas que nela estão. A crise coloca em evidência as suposições mais profundas e ocultas sobre os propósitos da organização e do lugar do indivíduo nisso.

Esses são tempos de desafios. A pergunta é se serão tempos para desenvolver organizações que sirvam as “necessidades maiores” daqueles conectados a elas, e não só sobreviver, mas também se tornarem ainda melhores.

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