Morrendo os “Boomers”, tudo acaba…

old-people-workSou um integrante da chamada “Geração X” que geralmente inclui as pessoas nascidas a partir do final dos anos 1960 até o final dos anos 1970, por vezes podendo considerar o início dos anos 1980, sem, contudo ultrapassar o ano de 1982.

Essa minha geração segundo pesquisadores da sociologia apresenta uma busca pela individualidade sem a perda da convivência em grupo. A Geração X tem facilidade de conviver com as diferenças, pois já são de uma geração de “pais separados”… Têm maturidade na escolha de produtos de qualidade e inovadores. Dão um maior valor aos indivíduos do sexo oposto e buscam racionalmente seus direitos. Gostam de liderar e de trabalhar em grupo. Respeitam hierarquias, mas não aceitam o conformismo com o antigo e ultrapassado.

“Acompanhar as novas ferramentas de comunicação e informação favorece a igreja e a comunidade que não quer fechar as portas para a geração Y”.

A grande parte das igrejas “históricas” de hoje, parecem padecer diante dessa realidade. Diferentemente do campo organizacional, ignoram o perfis das gerações. Estar adequado as linguagens corretas para com as Gerações é mister na vida de qualquer projeto futuro e na missão de uma organização, congregação ou igreja.

Lembro que minha fé foi forjada em uma comunidade que já valorizava a Geração X. Lá, os trabalhos em grupos e a inovação litúrgica eram as marcas para alcançar uma geração que via nascer a tecnologia da comunicação e informação na informática e a internet. Naquele tempo, os músicos atuavam com vários instrumentos, as liturgias eram projetadas em um telão deixando as mãos livres dos livretos, e as celebrações eram menos engessadas ou conservadoras, porém, mais marcantes e criativas.

Mesmo diante da já forte presença da “Geração Y” (nascida entre os anos 1980 e 1990) ainda vemos congregações abraçadas em um modelo de trabalho que só atende aos “Baby Boomers” (geração do pós-grande guerra). A Geração “Baby Boomer” (nascidos entre 1943 e 1960) é formada de apaixonados pelo “idealismo utipico”. Conservadores em alto nível, os Boomers não gostam muito de inovações e ao planejarem o futuro buscam seguir o passo a passo carteziano para alcançá-lo. São tidos como “carreiristas”… Carregam suas verdades como imutáveis e preferem qualidade a quantidade. Hoje, suas “igrejas” estão vazias…

Agora a dificuldade aumentou! É a vez de atentar agressivamente para a Geração Y. Essa geração é daqueles que são os filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers. A Geração Y nasceu em um mundo que estava se transformando em uma grande rede global. A Internet, os emails, as redes sociais de relacionamento virtual, recursos digitais, mobiles, fizeram com que a Geração Y desde cedo, conquistasse milhares de amigos ao redor do mundo, sem ao menos terem saído da frente de seus computadores.

Os Y’s estão sempre “conectados”… São extremamente impacientes com reuniões extensas e encontros de longa duração, pois procuram informação rápida,  fácil, superficial e imediata. Preferem computadores a livros, emails a cartas, compartilham virtualmente tudo o que é seu: dados, fotos, hábitos. Eles têm atenção seletiva e estão sempre em busca de novas tecnologias. No entanto, é uma geração eternamente atrelada e preocupada com a ecologia e o respeito ao meio ambiente.

De que forma a mensagem pode ser conectada a eles? De que forma podemos ver a Geração Y degustando de um ambiente de forma interessada?

Acompanhar as novas ferramentas de comunicação e informação favorece a igreja e a comunidade que não quer fechar as portas para a geração Y. Atenção! A “Geração Z” já nasceu, e outro fato é que a “Geração Alpha” (nascendo desta próxima década, e logo após os Zs) já nascerão com um modelo mental ainda mais singular.

Diferentemente do que defendem alguns, a morte de comunidades religiosas cristãs nem sempre tem como causa a secularização do homem ocidental pós-moderno. O modelo de linguagem ainda fechada ao contemporâneo custa caro… Custa não estar presente lá no futuro de forma plena.

A verdade é que muitas igrejas e comunidades ainda estão fazendo igrejas para agradar os Baby Boomers… Ainda…

O futuro deste modelo é fácil de adivinhar… Morrendo os “Boomers”, tudo acaba…

*texto original publicado no Jornal A Razão em Santa Maria-RS em 2008.

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