“Mais Veloz, Mais Alto, Mais Forte…”

Talvez você não saiba, mas os primeiros Jogos Olímpicos na Grécia Antiga aconteciam também de quatro em quatro anos há mais de 2.700 anos. Os jogos não celebravam outra coisa senão os deuses. Era um tributo aos senhores do Monte Olimpo. O mais curioso é que durante esse tempo de celebração e jogos, todas as cidades deveriam interromper suas guerras. Então, por volta dos anos 393 e 394 dC, o imperador romano Teodósio I (em um Império já “cristianizado”) acabou com os Jogos justificando seu ato como uma luta contra as referencias pagãs… Ou seria porque o “deus” a ser alvo do tributo celebrativo deveria ser o próprio Imperador…?

Mas em 1896, Pierre de Frédy, um pedagogo e historiador francês, entrou para a história como o fundador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Ele ficou mais conhecido pelo seu título de Barão de Coubertin.

Na essência, os Jogos Olímpicos nos remetem a valores que podem mudar a vida humana. Sinais que apontam para a possibilidade de reconstruir o futuro e superar limites. Sob essa ótica, o esporte é um grande motivador social que revela a necessidade do ser humano em romper as barreiras, o suportar a dor e o medo, e marcar sua vida e memória com sentimentos únicos…

Em 1924, durante os Jogos de Paris, surge pela primeira vez o uso do lema olímpico:“Citius, Altius, Fortius…”. Esse lema olímpico, em expressão Latina, queria dizer: “Mais Veloz, Mais Alto, Mais Forte…”. Assim, os limites do ser humano seriam o objetivo da atividade humana feita com perfeição. Agora o “deus” a ser celebrado era o homem; o “Super-Homem”… Coubertin, disse: “Os jogos Olímpicos foram criados para a glorificação do campeão”.

Todavia, os ideais olímpicos não são suficientes descrever a capacidade da condição humana.

Meu convite a você é a reflexão em busca de ideais e propósitos junto com o Deus Criador de todas as coisas. Diante dos propósitos que ELE tem pra cada um de nós, tal como acontece nos jogos, a vida exige de nós uma ação dedicada para alcançarmos a eles. A vida sem propósitos é vazia… Lembrei das palavras do apóstolo Paulo, que diz em sua 1ª. Carta aos Coríntios 9: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”.

Nós precisamos desenvolver valores que nos ajudem a assumir uma atitude vitoriosa e virtuosa frente aos desafios que nos são apresentados na vida e que nos proporcionam um relacionamento mais profundo com nós mesmos, com o outro e com o Criador.

Competir, superar-se, ser o melhor, tornou-se uma necessidade num mundo ainda mais competitivo. Mas a quem celebramos hoje? Os “deuses”?“O imperador”? “O homem”…? A Vaidade?

Bem, ponderando isso, lembro que a nossa luta contra nós mesmos certamente nos leva a um tempo de amadurecimento pessoal, de vitórias e de conquistas! Pois, se não formos desqualificados por aquilo que não somos capazes de vencer – os nossos mais amargos vícios – alcançaremos um prêmio que não se corrompe com o tempo: A Paz interior…

Afinal, se na batalha contra nossos vícios formos “Mais Velozes, Mais Altos e Mais Fortes” venceremos a maior das disputas…  Isso sim, deve ser celebrado, pois alcançaremos a Paz.

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