Que importa…

O que é “parar na hora certa”? Bem, a marca de despedida de um ciclo será sempre uma vitória sobre o coração, mas, também, um reconhecimento do propósito de cada missão…

Lembro-me de que a despedida de Gustavo Kuerten como tenista diante do público brasileiro, foi marcada pelo choro… Guga chorou, não porque perdeu para Carlos Berlocq, mas pela impossibilidade de seguir fazendo o que mais gostava: Jogar Tênis. O seu corpo não permitiu que ele encerrasse, como maior ídolo do tênis brasileiro, a sua carreira da forma desejada, ou seja, na “hora certa”… Naquele dia, o tenista chegou a dizer em lágrimas: “Não é que eu não queira mais continuar jogando… Peço até desculpas… Mas é que não consigo mais…”.

As lágrimas de Guga lembraram outros testemunhos de atletas que tiveram a hora de parar quase como um luto. A Isabel, do vôlei, certa vez declarou que só descobriu que era hora de parar quando prestou mais atenção no olhar das companheiras de equipe. Ela confessou que, ao se deparar com os olhares de “reprovação”, percebeu que não dava mais para seguir nas quadras em alto nível… Então, ela aceitou a realidade de parar.

 

“Conhecer o propósito da Missão pessoal em qualquer área, lugar ou momento é fundamental para acalmar o coração”.

 

Sempre ouvi meu pai dizer que Pelé é tudo o que é, porque soube a “hora certa de parar”. Bill Gates, anos atrás, também anunciou sua despedida da Microsoft (empresa que ele criou e fez dele o homem mais rico do mundo). A decisão de Gates pegou o mundo dos negócios de surpresa. Por que um empresário jovem e cheio de vida, dono de uma enorme capacidade de ganhar rios de dinheiro e de uma formidável história de sucesso deixaria o negócio que ajudou a criar para os seus “sucessores”?

Os analistas dizem que ao deixar sua empresa, Gates queria evitar uma das ameaças mais letais ao sucesso de um negócio… Diz o consultor Renato Bernhoeft: “O mundo dos negócios não perdoa empresários que, mesmo tendo um passado brilhante, não percebem a hora em que devem transferir a liderança e dedicar-se a novos projetos pessoais e profissionais”.

Nessas horas é preciso ter coragem para vencer o mundo do coração. Muitos conhecem e acompanham o drama de alguns que buscam a famosa “hora certa de parar”, perguntando-se: Até quando se deve desejar conquistar o que não está mais ao alcance?

Certamente, o coração é o nosso maior adversário. Queremos continuar com o prazer de vencer, com o prazer de conquistar, com o prazer de conduzir o destino, com o prazer do “poder”, e nos esquecemos do PROPÓSITO da Missão pessoal…

Conhecer o propósito da Missão pessoal em qualquer área, lugar, ou momento, é fundamental para acalmar o coração. Conhecendo o propósito da Missão que nos é conferida, entenderemos que, outros devem continuá-la, que somos o exemplo, que devemos fazer parte da construção do sucesso do outro e que devemos preservar a essência sadia de nossos corações.

Deixo, aos amigos, as palavras de um profeta contemporâneo sobre o findar de um ciclo. Dom Helder Câmara nos inspira na sua afirmação:

“Que importa, se ao chegar eu nem pareça pássaro? / Que importa, se ao chegar venha me arrebentando / caindo aos pedaços, / sem aprumo e sem beleza?… / Fundamental mesmo / é cumprir a missão / e cumprí-la / até o fim!…

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